POLÍTICA

Populares acusam as FDS de raptarem, assassinarem e maltratar civis em Vunduzi

A população de Vunduzi, no Distrito da Gorongosa, na província central de Sofala, continuam vivendo dias negros.

Segundo avançou o DW África, aquela população está acusando as Forças de Defesa e Segurança de raptarem, assassinarem e espancarem civis daquele canto de Moçambique.

Segundo avançou a fonte referida acima, no povoado de Mucodza, dois idosos com mais de 70 anos foram forçados a guiar as tropas governamentais às bases dos homens armados do maior partido da oposição no país, ao longo da serra e indicar quem eram os guerrilheiros do principal partido da oposição naquele povoado.

Depois de dois dias sem terem encontrado as supostas bases da RENAMO, os idosos foram sujeitos a tortura e mantidos em cativeiro até que revelassem a localização das bases. Um deles acabaria por ser baleado no braço direito, ao tentar fugir. As suas casas foram incendiadas.

“Eles vieram carregar o meu pai, bateram-lhe. Foram buscá-lo de novo, bateram-lhe mais e perguntavam quem ele era”, disse Joaquim, filho de um dos idosos vítimas dos ataques, citado pelo DW.

“Depois voltaram a deixá-lo aqui em casa, mas no outro dia voltaram e deram-lhe um tiro. Ele tentou fugir e eles [elementos das forças de defesa e segurança] ficaram aqui a queimar as casas. Também queimaram a casa da minha madrasta, levaram os telefones dele e lançaram no fogo. Aqui atrás balearam um jovem que morreu logo. Levaram o irmão dele, que ainda não voltou.”

No mesmo dia, outros dois idosos foram raptados à luz do dia nas suas próprias casas, nos arredores da montanha da Gorongosa.

“Vieram carregar o nosso vizinho, um senhor de idade que ia só à machamba. Quando chegaram à cancela, disseram ao senhor para ligar às filhas e informá-las de que teve um acidente e que estava no hospital , gravemente ferido”, disse um familiar da vítima, que pediu anonimato.

A vítima foi forçada a dar às filhas “um número de enfermeiro. Quando elas foram procurar o pai ao hospital, ligaram para o número que o pai lhes tinha dado. Ao telefone, responderam-lhes que o pai estava na sala sem visitas”. Todos os dias as filhas “iam para lá [para o hospital], mas o número deixou de chamar. O nosso vizinho não está no hospital, nem volta mais para casa, desapareceu. Todos nós na comunidade não dormimos mais em casa, dormimos no mato”.

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1 Comentário

  1. vaio disse:

    e depois dizem q foram la protegelos, mas aucontrario matam

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