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DESPORTO

Deolinda Ngulela retira-se da selecção nacional de Basket

A base Deolinda Ngulela anunciou na passada quinta-feira em Yaoundé, Camarões, que é irreversível a decisão de deixar de fazer parte da Selecção Nacional imediatamente a seguir a este Afrobasket. A capitã diz que vontade de continuar até não falta, mas o corpo é que já não permite.

A estrada chegou ao fim para Deolinda Carmen Ngulela.

Volvidos 18 anos depois de ter vestido pela primeira vez a camisola da Selecção Nacional, no longínquo ano de 1997, no escalão de Sub-16, nos III Jogos da CPLP havidos em Maputo, Deolinda Ngulela colocou um ponto final à sua carreira internacional.

Segundo o Jornal Desafio, A jogadora diz que ainda gostaria de continuar a jogar, mas o corpo já não aguenta e que, por isso, é hora de pendurar as sapatilhas.

Nem os oito triplos marcados na saga dos 32 pontos convertidos na vitória sobre o Egipto por 99-76, no dia imediatamente a seguir ao reforço da decisão de deixar o “cinco” nacional foram suficientes para a fazer recuar.

Para trás ficam várias campanhas na Selecção Nacional, à qual chegou sob batuta de Carlos Aik, no igualmente longínquo ano de 1999, quando dos Jogos Africanos e Joanesburgo.

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Depois seguiram-se os Afrobasket da Tunísia-2000, Moçambique-2003 e 2013, Senegal-2007, Madagáscar-2009, Mali-2011 e, finalmente, Camarões-2015.

Em sete edições da prova maior do basquetebol feminino do continente berço da Humanidade, Ngulela foi vice-campeã por duas vezes, todas em Maputo, em 2003 e 2013.

Mas a carreira inclui várias cinco títulos de campeã nacional, três pela Académica (1999, 2000 e 2001) e dois pela extinta formação da Liga Desportiva de Maputo (2011 e 2013).

Mas há, também, assinaláveis três títulos de campeão africano por, igualmente, três clubes diferentes, nomeadamente Académica, Desportivo de Maputo e Liga Desportiva de Maputo, em 2001, 2008 e 2012.

É a única jogadora do país e, quiçá, de toda a África, que foi três vezes campeã continental por três clubes diferentes, ainda mais sendo todas do seu país.

Curiosamente, todos os títulos foram conquistados fora de portas.

Em 2001 a conquista foi na Costa do Marfim, local onde foi feliz pela última vez em 2012, antes de em 2007 ter erguido o trofeu mais cobiçado por um clube africano em Nairobi, no Quénia.

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