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POLÍTICA

Caça a Afonso Dhlakama continua em Manica e em Tete

Enquanto na capital do país, Maputo, decorriam preparações para a celebração do Dia da Paz (4 de Outubro), com discursos de apelo à paz, os tiros ecoavam na região centro, concretamente nas províncias de Manica e Tete, causando desespero aos cidadãos residentes nessas zonas. Durante o fim-de-semana, as tropas governamentais desdobraram-se em várias frentes no distrito de Gondola, à procura do esconderijo de Afonso Dhlakama.

Na madrugada de sexta-feira, houve vários confrontos entre as forças militares do Governo e os homens da Renamo na região de Chitalu, localidade de Mupindonhanga, distrito de Gondola, província de Manica. A população esteve sob fogo cruzado e a sua maioria abandonou a região.

Tudo começou quando um batalhão das Forças Armadas, na caça a Afonso Dhlakama, deslocou-se para aquele povoado e co começou a violentar a população, acusando-a de estar a proteger o presidente da Renamo, que está em parte incerta. Várias casas da população foram incendiadas na caça a Afonso Dhlakama.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Manica, Belmiro Mutandiua, confirmou ao “Canalmoz” que houve confrontos, mas não indicou os motivos nem o número de vítimas. Belmiro Mutandiua também não quis comentar sobre a acção dos militares das tropas governamentais que estão a incendiar as palhotas da população.

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O deputado António Muchanga, porta-voz da Renamo, também confirmou os confrontos. Muchanga denunciou “movimentações militares de forças combinadas com vista a eliminar fisicamente Afonso Dhlakama, contrariando deste modo os apelos da comunidade nacional e internacional para um compromisso de um diálogo sério de modo a restabelecer a paz e a democracia”.

Em Tete, na passada sexta-feira, as tropas da Renamo souberam que um batalhão das forças governamentais ia render o outro na região de Nkondedzi, em Moatize, no mesmo ponto onde, na semana passada, o delegado local da Renamo foi assassinado em frente da sua esposa e filhos, uma acção cuja autoria é atribuída às forças do Governo. Homens armados que se acredita serem da Renamo emboscaram o referido batalhão e houve mortes do lado das Forças de Defesa e Segurança. O incidente ocorreu na zona alta de Ndande.

No sábado, as tropas governamentais voltaram ao local e incendiaram várias casas da população, alegando serem esconderijos dos homens da Renamo. Entretanto ainda não se sabe do paradeiro do presidente da Renamo, que desapareceu, depois de as forças governamentais terem voltado a tentar assassiná-lo, no dia 25 de Setembro.

CANALMOZ

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1 Comentário

  1. Benedito Muchanga disse:

    Caminhamos a destruição…

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